NOTÍCIA
Mobilidade e personalização
 
 
 
 
27/04/2012

Adotando as mais variadas configurações, determinadas pelo tipo de operação do usuário, os caminhões oficina são preparados para suprir as demandas de manutenção das máquinas em campo

Os fabricantes de oficinas móveis vivem um momento especial no Brasil com o aquecimento da construção civil e da mineração. Quem resume os novos tempos é o engenheiro Júlio César de Oliveira, diretor da Impacto Indústria de Implementos Rodoviários. “Novas necessidades surgem a cada dia, impondo desafios como o atendimento de operações geograficamente distantes e que pedem a redução significativa de custos”, ele afirma.

Na visão do especialista, os veículos oficina ou oficinas volantes cumprem com folga os novos requisitos, principalmente ao maximizar a disponibilidade dos equipamentos. As unidades destinadas ao reparo dos equipamentos de produção funcionam como uma ferramenta móvel para manutenções preventivas e corretivas durante 24 horas. O escopo de serviços não para por ai, incluindo atividades de corte mecânico, oxi-corte, soldas, furações e rebarbações. O rol se completa com os ajustes mecânicos e manutenções elétricas e hidráulicas. E, se não bastasse, as oficinas móveis podem atuar ainda como almoxarifados.

Assim como os demais fornecedores desse tipo de equipamento, a Impacto oferece um modelo básico de veículo. Nesse caso, a configuração inclui estrutura base, formada por um furgão em duralumínio, com piso dimensionado para receber todas as cargas pontuais, além do gerador de energia com painel de proteção e leitura, cuja função é alimentar todos os acessórios e máquinas instalados. “Adicionalmente, é possível que o implemento também seja acionado por energia externa”, detalha Oliveira.

Configurações possíveis

O executivo lembra que a oficina básica possui ainda uma máquina de solda elétrica para eletrodos de até 6 mm e, em alguns casos, até mesmo máquinas MIG/MAG de 300 A para arames sólidos e tubulares de 0,8 a 1,6 mm de diâmetro. Fazem parte do pacote o compressor de ar de pistão, de dois estágios, furadeira de coluna, prensa hidráulica manual, moto esmeril e torno de bancada (morsa), além de ferramentas pneumáticas e pórtico para elevação e movimentação de cargas destinadas ao reparo.

O conjunto de oxi-corte, por exemplo, precisa ter um isolamento específico, que garanta a segurança da operação e do próprio equipamento. Evidentemente, uma unidade como essa precisa de estruturas como armários para ferramentas e equipamentos de proteção individual (EPIs), além de bancada estruturada para trabalho e armários resistentes para a armazenagem de mangueiras montadas e outros componentes.

A configuração padrão descrita acima pode ser ampliada de acordo com as demandas do usuário. “O implemento é projetado e montado seguindo basicamente os itens mencionados, mas com flexibilidade para receber novos recursos”, adianta o diretor da Impacto. O rol de novos dispositivos inclui desde carregador de baterias até máquinas para teste de alternadores, passando pelo fornecimento de água limpa e bombeada, prensas para mangueiras hidráulicas e lubrificantes. “Não é incomum o pedido de torno mecânico de médio porte e há ainda casos onde é solicitado ar condicionado”, informa Oliveira.

Esse último item, segundo ele, exige cuidados especiais. “A instalação deve ser precedida de um estudo cuidadoso e a escolha e implementação dos equipamentos devem ser feitas por especialistas.”

Variedade de opções

O executivo ressalta ainda que outros tipos de unidades móveis mistas podem ser montadas, compostas por uma oficina volante, guindastes e carroceria do tipo carga seca. Da mesma forma, é possível associar composições com sanitários e escritórios de campo aos veículos volantes. “O mercado oferece opções diferenciadas, incluindo a alternativa de que as oficinas sejam encarroçadas ou adotem o sistema roll on/roll up, com reboques e semirreboques”, ele completa.

Veículos borracheiros

Na avaliação de Oliveira, da Impacto, a diferença entre configuração básica e personalizada tem alguns limites. É o caso das unidades para reposição de pneus em mineração. “As oficinas móveis convencionais não têm como finalidade principal o transporte e, consequentemente, a reposição de pneus de grandes dimensões”, ele argumenta. “O que realmente se utiliza para essa finalidade são produtos convencionais, equipados com guindaste, compressor de ar e uma carroceria carga seca.”

De acordo com o especialista, algumas configurações de oficinas volantes podem eventualmente ser aplicadas, porém não são direcionadas para reparos de pneus de grandes dimensões adotados em mineradoras. Oliveira acrescenta que, apesar de atender a algumas necessidades nesse sentido, as unidades móveis projetadas e montadas com guindaste foram primordialmente preparadas para o carregamento seguro de conjuntos mecânicos e os demais serviços de manutenção já listados.

No entanto, ele avalia que há uma linha específica os veículos borracheiros que têm como objetivo tornar mais ágil a logística entre o campo, borracharia ou almoxarifado. “Tais equipamentos apresentam itens como tanque lastro para água, conjunto de oxi-corte, compressor de ar e balança pneumática, entre outros.” Oliveira ressalta, porém, que os veículos borracheiros também apresentam limitações de espaços físicos para acomodar pneus. “Uma alternativa conhecida é o mecanismo com funcionamento hidráulico, adaptado a uma máquina fora de estrada, que auxilia a troca e também o transporte de pneus de grandes diâmetros”, ele acrescenta.

Oficinas menores

A expansão dos mercados de construção civil e mineração também influenciou os distribuidores de equipamentos a investirem nas oficinas volantes. Oliveira, da Impacto, destaca que o próprio mercado exige soluções inovadoras e rápidas. “Em alguns países da América do Sul já são aplicadas unidades móveis para revisões de veículos que se encontrem distantes de um ponto de atendimento convencional.” A configuração básica desses veículos segue o padrão, mas recebe a inclusão de acessórios e ferramentas específicas.

 
 


Endereço da notícia: http://www.revistamt.com.br/index.php?option=com_conteudo&task=viewMateria&id=971

 
   
 

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